Hideki Hayakawa, presidente da Konami Digital Entertainment, minimizou o impacto que a IA generativa deve ter no mercado de jogos. No novo relatório corporativo da empresa, ele afirma que pessoas e criadores seguem sendo o fator mais importante para fazer jogos divertidos e inovadores. A informação foi publicada em 18 de outubro pelo VGC, a partir de tradução do Automaton.
O que ele disse
Hayakawa reconhece a visão comum de que a IA generativa vai reduzir bastante a barreira para criar jogos, mas discorda de que isso mudará muito o mercado. Segundo ele, as barreiras de entrada já caíram com os motores de jogo genéricos e com a popularização do conteúdo criado por usuários. O executivo disse, nas palavras reproduzidas pelo VGC, que, mesmo que a IA melhore a eficiência da produção, os fatores mais importantes para produzir jogos divertidos e inovadores são "pessoas e criadores".
Ele também destacou a colaboração entre equipes de desenvolvimento, que gera novas ideias e novas jogabilidades, e afirmou que essa "reação química" não é algo que possa ser facilmente substituído. Sobre a tecnologia, vê novas tecnologias como oportunidade para novos tipos de experiência, e a Konami oferece apoio sistemático para que os criadores entendam essas tecnologias, avaliem os riscos e as usem com segurança.
O contexto na Konami
Segundo o VGC, depois de um período mais quieto, concentrado em eFootball e em coletâneas retrô, a Konami voltou ao desenvolvimento de jogos de grande orçamento, com novos títulos e remakes de Metal Gear, Silent Hill e Castlevania. O VGC cita o sucesso de crítica e de público do remake de Silent Hill 2, de Silent Hill f e de Silent Hill: Townfall, e lembra que o produtor da franquia, Motoi Okamoto, disse à GamesRadar em agosto que a meta é ter um lançamento anual de Silent Hill. Castlevania: Belmont's Curse é desenvolvido pela Evil Empire e pela Motion Twin.
Por que importa
O debate sobre IA nos jogos segue aberto no setor, e a posição da Konami se soma à de outras grandes empresas que insistem no papel dos criadores. Vale notar o que a declaração é e o que não é: trata-se de uma avaliação do presidente da empresa em um documento corporativo, e não de uma regra que proíba ou autorize o uso de IA nos estúdios. As fontes consultadas não detalham como a Konami usa ou pretende usar IA em seus projetos.